sábado, 19 de junho de 2010

Para os mais regateiros

Na Barcos e Barcos do próximo mês, iremos publicar um ensaio a um barco que ... , entre outras qualidades por demais evidentes, possui a característica de agradar a homens e mulheres ...
























Os mais atentos vão repara nas duas janelinhas sobrepostas do salão, ou noutro detalhe que a mim agora me esteja a escapar ... e o identificar, este que é um barco que soma mil e um detalhes.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Três em um

Já é tempo de pôr a escrita em dia. Prometo fazer um verdadeiro três em um, ou será melhor chamar-lhe um quatro em um! Pois para o fim reservo-vos uma surpresa fantasmagórica !!!

Fim de semana de 30 de Maio

Ficou combinado com o Tio Luís e a minha irmã levar a rapaziada cá de casa à Marina de Oeiras, local mais perto da casa destes, pois iriam com eles ver os Black Eyed Peas, será assim que se escreve? fica escrito
Julgamos que a tarefa seguinte se avizinhava árdua, convencer o Gui a fazer a viagem de barco da MPN - Marina Parque das Nações à MO - Marina Oeiras.

Contudo, os miúdos reservam sempre agradáveis surpresas e esta foi uma delas. O Gui aceitou logo à primeira e sem hesitações. O medo e a insegurança começa a passar, levou algum tempo, mas com jeito e alguma paciência lá vamos levando a coisa.

A Selma começa a fazer as manobras com o Blue Seven, e até se sai muito bem.

Com a  maré a favor até à ponte 25 de Abril, mantivemos uma velocidade razoável. A partir daí, o motor deu uma ajudo ao vento fraco, mudando sucessivamente de quadrante, motivo de umas comunicações via VHF com o Galhofas, que nos acompanhou nesta viagem.

Almoço a bordo do BS para o pessoal do concerto e almoço a bordo do Galhofas para os restantes, com o menu a cargo da Selma, para os concertistas um franguito assado à maneira e para os velejadores o famoso "Cucus" à moda do BS, que já começa a fazer parte da rotina.


No regresso, nada a assinalar, a não ser claro está a bela nortada com a térmica a fazer as refregas chegarem aos 20 / 25 nós.

Entrada e respectiva atracação na Marina do Parque das Nações a cargo da Selma com o apoio dos prestáveis marinheiros.


Feriado de 10 Junho.

Após alguma indecisão quanto ao destino a dar a este dia, acabamos por ficar por Lisboa e como tinha prometido a algum tempo um passeio com os amigos Carlos e Nuno, lá acordamos sair no 10 de Junho.

O Nuno, sempre dado às jogatanas de futebol, foi ter connosco às Docas, local onde acabamos por almoçar, regressando de seguida à MPN para nos reunirmos com a restantes famílias e irmos todos jantar no Parque das Nações.

Carlos ao leme.


Belo almoço a bordo, composto por carne de Javali temperado e assado pela nossa Cristina (mulher do Carlos)


Já com o Nuno ao leme, a coisa aqueceu, não sei se do vinho se do vento. !






Chegados à MPN tínhamos as respectivas famílias à espera e fomos jantar, que mais se pode querer.

Fim de semana de 13 de Junho.

Passado o Sábado em Santarém na companhia da família e amigos, viemos pernoitar ao BS e após as habituais passeatas dos miúdos, entenda-se jogos de futebol e patins em linha, lá acabámos por sair por volta das 11:00 com destino Lisboa.
Para toda esta aventura, tivemos a companhia do Tiozinho Pedro.
Ainda houve tempo para uma estudadéla por parte do Franças e da mãe, porque o 5º ano está a acabar e é altura de manter a matéria em dia. Ainda bem que não era matemática, porque essa está a cargo do pai.

Grande estudo do Franças.

O Gui já aceita a coisa sem qualquer reticência, e no regresso com vento na casa dos 15 nós e com algum adornanço não se incomodou muito.
Gui na sua primeira saída de patins em linha.


Valente Pedro Tracana ao leme.


Mais um dia  passado de forma divertido, que nos faz ficar felizes e nos retempera as forças.
E, por fim o aguardado e prometido momento fantasmagórico.








Isto dos barcos têm muito que se lhe diga..... basta dar largas à imaginação.
Esta é a versão criança, a versão adulto fica para depois :-) da meia noite !!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

O fim de semana de 15 e 16 / Maio

Aos poucos tenho me vindo a atrasar na redacção das minhas crónicas, chamo-lhe diário de bordo electrónico, não que me faltem temas ou saídas no Blue Seven, por vezes simples almoços, talvez pela falta de tempo, talvez seja da crise que a tudo e a todos afecta. Talvez seja da Pós Graduação que me está a levar o tempo todo, esse, que já não era muito.
No passado fim de semana dia 15 e 16, tinha tantos, tantos planos que os dias da semana inteiros não deviam chegar tudo. Claro que tudo o que diz respeito a fins de semana para mim e para outros iguais estão invariavelmente relacionados com o mar ,e para mim com o Blue Seven em particular.

Os planos iam desde ir passar o fim se semana inteiro a Cascais e aproveitar para tirar umas fotos para a revista que colaboro, a ir somente no domingo para assistir in locco à última regata. Dormir fundeado, dormir na Marina, dormir ao largo, ... a sair no Sábado de manhã e fazer a bóia de espera e voltar para trás, bem um sem numero de planos e ideais.

Feitas as contas acabamos por ir dormir à MPN, um espanto de sossego e bem dormir a bordo, eu que qualquer barulhiho me incomoda e acorda, jantámos com os nossos amigos "Galhofas" como carinhosamente apelidamos a família Santos proprietária do Galhofas. A Selma, sempre atarefada, acabou por ir para casa, coisas de festas ( dos miúdos ) e de cabeleireiros ( das graudas ) e eu, sozinho, mas nada chateado, fiquei a acabar de ler a "Vida num sopro" e a aguardar a vinda do Cmd. João, feliz da vida  para a volta de fim de semana.

Já no Domingo foi dia de "rumar a seco" até Santarém e prestar algum apoio familiar, que tão bem sabe a  pais,  filhos e irmãos.

A registar a companhia durante todo o fim de semana do "simpático" Farrusco, mascote da escola do Gui, que têm a particularidade de ir passar todos os fins de semana com um menino diferente e que se faz acompanhar de um livro de "Acta" onde são registadas todas as actividades desenvolvidas em conjunto.

O Farrusco nas mais diversas tarefas náuticas.

Quanto a saída de Sábado, o vento apresentou-se verdadeiramente incerto, ora de NW ora de N, de 3 a 33 nós. Sorte foi que rizamos de imediato a grande, para o 1º rizo e a descida do Tejo foi feita com alguma excitação ora pela inconstância do vento ora pela inconstância da sua direcção.

Desta vez passei o leme de imediato ao João, que até têm mais jeitinho para coisa que eu. O que gosto mesmo é da azafama das velas, não seja este o pouco desporto que ainda pratico. As pranchas de WindSurf lá vão de vez em quando ao Guincho, mas as costas logo começam a ter vida própria, fruto das duas hérnias discais. Não me canso de pensar no "nosso" navegador Olímpico Madeirense, João Rodrigues que comigo começou a andar de WindSurf na baía do Funchal e passado estes anos todos ainda se aguenta à bronca.

O bordo de regresso à MPN, foi feito ao final do dia com ventos na ordem dos 30 nós que nos obrigou a por o 2º rizo e desta forma a navegar com mais conforto, todos adornados, mas com algum controlo

A Nortada veio para ficar e o jeito é estar preparado para lidar com valentes orçadelas e alguns sustos à mistura.
A semana vai ser para fazer uma revisão ao motor, de começar a pensar na tripulação para a viagem á Berlenga em Junho e mais tarde em Julho a Sines.

Ainda existe a hipótese de ir ao Porto Santo, a ver vamos, como diz o cego.
Aquilo a que chamámos de Submarino.  Será que estão a chegar às peças !!  pensamos nós.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

O Galhofas na MPN - Marina Parque das Nações

No fim de semana de 24 e 25, tivemos a companhia do Galhofas e da sua simpática tripulação que connosco foi ter à MPN.

  
Passada a noite de Sábado para Domingo, cedo saímos para o Seixal, seriam 10:30, não sem antes ter preparado o HMIV, nova bateria e 20 Ltr de gasolina, para o Pedro levar para a Marina de Cascais, seu local habitual de amarração.
Saida do Galhofas da MPN.

Selma ao leme.
As habituais graçolas dos miudos, nesta fase ando a fazer tudo por tudo para o Gui levar a coisa na desportiva, não forço a andar à vela, se andar de barco já não é mau !!
O Francisco, já com outra idade lá vai fazendo o jeito e com o bom tempo até se vai divertindo a bordo.
Com a maré práticamente cheia, optei por tentar fazer um atalho. E como quem se mete em atalhos mete-se em trabalhos, calhou-nos a nós a trabalheira e o Stress da situação.

Quando tentávamos cruzar do canal do Barreiro para o canal do Seixal, apesar de ir sempre a olhar para a plotter, fomos de encontro a um baixio, deve ser bem conhecido pois até tem uns paus ao alto para os mais distraido não cairem na ratueira.

Voltamos rápidamente para trás e uma vez que estavamos no canal do Barreiro seguimos práticamente até ao final do mesmo, afim de dar tempo para a maré subir ainda mais, decorria uma regata de optimist.

Sabendo préviamente que não existe passagem entre os canais e estando praticamente maré cheia, tentámos passar entre os dois canais. A coisa parece fácil contada, ...,  eu olhando constantemetne para para o GPS/Plotter a Selma ao leme e os miudos já fartos e a rezingar de andar  a passo de caracol, lá conseguimos uma brecha e conseguimos passar, à rasca é certo, que é como quem diz +/- 1,0 mtr de água, mas que passamos passamos.

Chegados ao Seixal, todos transpirados da Stresseira do momento anterior, paramos no pequeno cais com a ajuda dos marinheiros locais, almoçamos a bordo e demos a habitual passeata.

A molhada no Seixal
A miudagem a almoçar
O Seixal com a maré cheia

Tivemos a companhia do António do Beagle que também lá tinha ido almoçar, mas por breves momentos porque estava de saida.


No final do dia, foi tempo de combinar novas saidas em conjunto e de despedidas.


O Gui ao leme com o canal do Seixal por trás.


A Selma "entretida" com os miudos a estudar e a por a leitura em dia, sempre foram cerca de duas horas de estudo, nada mal !!

Sala de estudo no Blue Seven.


Eram cerca das 18:00 quando nos cruzamos com a frota ANC que tinha ido a Alhandra para a regata do 25 de Abril, pelo que me contaram muito participada e animada.

Chegamos à MPN pelas 18:30, onde como é habitual tinhamos um marinheiro para ajudar na manobra.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Cruzeiro a Tróia

Inicialmente tinha pensado ir a Valada, estava a ficar com saudades da paz e sossego da pitoresca vila Ribatejana, não seja eu natural de Santarém, pois já o ano passado não tinha ido. Na altura tinha o Beagle em Alhandra e vi a frota toda a passar rio acima, mas no último momento alterei os planos e rumei a Lisboa.

Contudo, à medida que o dia se foi aproximando, comecei a ver que a grande maioria iria para Tróia e estando a ficar cansado de sair em águas abrigadas, comecei a ficar com vontade de mar, e a ideia de rumar a Tróia foi ganhando consistência, até porque a Selma tinha combinado com uns amigos passar o fim de semana em Tróia.
A previsão era de pouco vento na sexta de quadrante NO e NNO no Domingo, ai já com vento de 15 nós, nada de especial pensava eu.

Assim, e como só podia fazer a viagem na sexta-feira, pedi à ANC que quando aparecesse por lá alguém nas mesmas condições que me pusessem em contacto para fazermos a viagem junto.

Logo, a simpática Teresa da ANC ligou e me pôs em contacto com o  Luis Santos, feliz proprietário de um Dufour 35 de nome Galhofas, barco muito interessante e com uma silhueta muito bonita.

Para meu espanto o Luis tem vindo a recuperar o Dufour, fazendo melhoramentos muito idênticos a alguns que também já realizei, dá muito gosto conversar com alguém que mete mãos à obra num barco, não haja dúvida fica-se com um conhecimento profundo do barco.

A viagem começou com uma deslocação à Marina do Parque das Nações na Quinta-Feira por volta das 18:30, para colocar o BS no lado de fora das comportas, e a saída ficou programada para as 07:00, na companhia do primo Sérgio, que não largou o leme durante toda a viagem.
Por volta das 08:00 entramos nas docas, ainda se ouvia o “barulho” de um dos bares, ai fizemos as necesárias apresentações, tomámos um café a bordo do BS e rapidamente saímos para o mar.

Porta aviões Charles D´Goule, de bandeira Francesa.














A silhueta do Dufour 35. Um classico é sempre um clássicos, muitos de novos de vão tornar velhos e estes mantên-se como os Clássicos.














O cabo Espichel pelo través de bombordo.



O enfiamento das balizas de Setúbal.















Aproximação a Tróia. Com uma prova do campeonato regional ANC.














No regresso, previsto para Domingo pude contar com a presença do Pedro que fez o favor de vir do Porto na véspera, ir jantar a Cascais e ainda arranjar tempo para estar em Tróia antes de nos termos levantado. É obra ou não...
Saímos por volta das 09:00, com o Galhofas à frente, combinamos irmos mantendo o contacto até porque as condições do mar e o vento prometiam, como acabou por acontecer.

Assim que saímos do enfiamento das balizar de Setúbal , o vento que até ai estava pela alheta de estibordo, na casa dos 15, 18 nós, passa para o través e sobe para uns consistentes 18 – 20 nós, com picos de até 28 nós. Ai a coisa aquece, e por mais que quisemos, não dava par manter um rumo constante, de quando em vez a bela orçadela, pano a mais, pouca antecipação, azelhisse, fosse o que fosse os esses sucediam-se.

Nessa altura, e porque as condições se alteravam, tentámos várias vezes estabelecer contacto com o Luis do Galhofas, mas nada, ninguém nos respondia de volta ou então respondia-nos outro barco que não o pretendido.

Nessa altura, íamos inseridos no meio de três barcos, cada um maior que o outro, todos na casa dos 40 – 45 pés e que apresar de já termos rizado a grande para o 1ª rizo e enrolado a genoa cerca de 15 %, aguentávamos o andamento indo sempre á frente da frota.




Com a aproximação do cabo, a coisa ficou ainda mais "engraçada" e apresar de termos rizado para o 2 rizo, e enrolado a genoa cerca de 30 %, as ondas de proa e o vento já constante na casa dos 25 nós, animaram a tripulação e íamos os dois de sorriso de orelha a orelha.

Nessa altura, penso que fizemos uma opção errada, como a coisa estava tão boa fizemos, como cerca de 7 barcos um largo para fora, de tal maneira para fora que quando demos conta estaríamos a cerca de 20 milhas da costa, mas mesmo assim abaixo do bujio, pelo que a determinada altura metemos um pouco de motor até à entrada da barra, ai com o vento de través com 20 nós foi desligar o motor e entrar em Lisboa.

Estabelecemos contacto rádio com o Galhofas que logo após o cabo, ligou o motor o e chegou cerca de uma hora antes, estávamos a passar a bóia 3 junto ao Bujio. 

Logo informámos a MPN que estávamos ligeiramente atrasados, não fossem as comportas estarem fechadas e chegamos por voltas das 18:00.

A resposta foi pronta e fomos informados que as comportas aguadariam pela entrada do BS e que estaria um marinheiro à nossa espera.



Foi um fim-de-semana preenchido, cansativo, até porque tive de vir trabalhar no Sábado, mas deu para tirar algumas conclusões sobre o BS no mar e aprender mais sobre o barco.