terça-feira, 10 de agosto de 2010

Seixal 31 / 07 e 01 / 08

Desta feita vamos a uma crónica fotográfica, com os amigos vindos de Santarém, a Anabela e os filhos, Gonçalo e Pedro que connosco partilharam o espaço para este agradável último fim de semana de Julho.


Os miúdos com os "primos"


O valente Pedro ao leme do Blue Seven, aqui está um potencial Marinheiro




A Anabela na sessão fotográfica ...

A Selma na palhaçada



Gonçalo ao leme


Fotografia da autoria da Selma, intitulada as costas ( dos magros )



A Cristina e o Carlos foram ter connosco para o jantar a bordo.

A miudagem já desesperada por acção ...


A caminho da "praia"


Chegada


A bordo do BS, nos preparativos para a banhoca


A banhoca colectiva


O Gui após um momento de reflexão, lá se aventurou.


A Selma nem vê-la por estas bandas. Diz que já ouviu falar em tubarões por estas bandas.



No regresso à Marina do Parque das Nações, uma sessão de ilusionismo, ou bolhinhas de sabão...



Cumprimentos a um barco tradicional, e a habitual palhaçada dos miúdos.

Com pena, fui levar o pessoal a Santarém e acabou um bom fim de semana com sol, barco e boa companhia.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Um fim de semana a dois

Após umas breves férias em família, não sei se merecidas ou não !! o Blue Seven voltou a navegar.

Com os miúdos "despachados" entenda-se colónia de férias para o Francisco e Algarve com os tios para o Guilherme, e como Sábado é dia de formação e de trabalho, não sobrou mais do que o Seixal.

Contudo, tais palavras não devem ser consideradas desprestigiante para o destino Náutico que é o Seixal, o tempo disponivél é que não deixou outras alternativas disponíveis, afinal já eram 19:30 quando saímos da MPN-Marina Parque das Nações com a maré a descer e um vento certo de 15 nós.

A Cmd. Selma ao leme, está cada vez mais habilitada a navegar por conta própria...



Chegados ao pontão do Seixal uma cena cómico trágica, que infelizmente não fotografei, porque me preocupei logo em ajudar. Um barco na casa dos 27 pés, com quatro estrangeiros a bordo, a tentar sair do pontão à vela uma vez que o motor estava solto e trabalhar muito mal. Como se pode imaginar as cacetadas no pontão foram mais que muitas. Eu a determinada altura parecia muito mais preocupado que o pessoal.
Após tamanha cena, já a Selma estava em amena cavaqueira com um simpático casal, a Rute e o Ricardo,  gostavam de ver um barco por dentro. Acabaram por ficar uma boa parte da noite a bordo, indo nós com eles a um bar do Seixal a seguir.



Para pernoitar, ficámos na poita do Golfinho, espero que não se importe destes visitantes fortuitos, já perto do canal interior. O Seixal é um dos locais mais agradáveis para fundear na zona de Lisboa, só o Sino da Igreja  teima em badalar mesmo ali ao lado.

De manhã estive entretido a retirar uma rede que se enrolou no leme, que o  fazia ficar mais preso e a adiantar alguns artigos da Barcos e Barco  #2, deverá sair no inicio de Agosto, espero que gostem !!
Após a Selma acordar, que foi por volta das 11:00, julgo nunca a ter visto dormir tanto, fomos almoçar a terra.

Nota positiva para o serviço de marinheiro que a autarquia do Seixal disponibiliza. Esta a embarcação que nos levou de volta uma vez que o semirigido teve um problema técnico.
  O Blue Seven fundeado

 A saída da baía, com o pessoal mesmo ali ao lado nas belas banhocas. Não dá para descrever o cheiro a assados e sardinhas que dali emanava. Muito bom.

  
A viagem até à MPN foi feita na companhia do Leão Marinho III , óra com vento, óra sem vento, eu teimei ir à vela e fiz para cima de 50 viragens de bordo. A Selma só dizia mal da vida, e do livro que não conseguia ler.

Tempo ainda para visitar os patinhos residentes na MPN, e verificar que estão grandes e que se mantêm fiéis ao local.


quinta-feira, 24 de junho de 2010

A trabalheira do fim de semana !!

A agenda para Sábado dia 19 de Junho era a seguinte;
08:00 - 09:00 Trabalho na fábrica,
09:00 - 13:00 Pós Graduação,
13:00 - 14:00 Trabalho na fábrica,
14:00 - 15:00 Almoço, onde calhar ( normalmente no Mc em frente à fábrica )
15:00 - 17:00 Trabalho na fábrica ( que a manutenção não pára ).

Só por si só a coisa para Sábado já era, digamos, composta. Pelo meio, combinamos ir levar um dos carros ao Marco, amigo de longa data chagado da Madeira e ir passar o fim de semana ao barco.
Pelo que chegado a casa,  saimos de seguida para a MPN, não sem antes ter "despachado" o Gui para a Madrinha e ter convidado o meu afilhado Ruben vir passar o fim de semana connosco.

Chagados à Marina do Parque das Nações, já com a bandeira azul hasteada, prontamente avisamos o Marinheiro de serviço que íamos sair, não fosse estar previsto o fecho das comportas.
Para aqueles que julgam que as comportas são uma chatice, de notar que, desde que o BS está na MPN, nunca tivemos qualquer problema de entrada e saída, a equipa de gestão da Marina faz questão flexibilizar a abertura e fecho das comportas, e como se tal não bastasse, existe sempre o cais de espera que é bastante abrigado ao Norte, predominante para aqueles lados.

Voltando à agenda :

19:30 - 21:30 Viagem MPN até MO, Marina Oeiras ( já com o local habitual reservado telefonicamente )
00:00 - ... Jantar a bordo e Fogo de artificio, este ano lançado do pontão exterior da MO ( cortesia das festas do Conselho de Oeiras )

A Selma em bicos dos pés, para conseguir ver alguma coisa sobre a capuchana, a seguir estava a mandar vir e a pedir para a retirar.


Pelo caminho o 1º percalço, o cabo do enrolador fica preso no tambor do enrolador e no molinete ao mesmo tempo, quase dava para tocar musica quando me apercebo, um sufoco para tirar aquela bagunça toda.

O Francisco desta vez bateu o record !! nem uma vez veio cá fora ver as vistas, vai se entretendo com as revistas e com os livros a bordo.                                                    












O Ruben na primeira travessia por baixo da ponte 25 de Abril.

Para o final  do dia tivemos a companhia da minha irmã e de uns amigos, descobri mais um amigo Madeirense, eu que tenho uma costela continental uma vez que as outras são todas Madeirenses ( não de nascimento, mas de coração ), pelo que passamos uma agradável noite e tivemos a companhia de mais um afilhado, desta vez também sobrinho e membro da equipa fantasmagórica :-) para passar noite a bordo.

Todos a olhar para o fogo de artificio.
Desta feita, com a saída do Gui e a entrada do Rubens e do Pedro a equipa estava outra vez formada.


Combinado ficou no Domingo sairmos cedo e irmos ver o festival aéreo de Cascais. ( a 1ª má opção do fim de semana !! )
Dormidos, cedo os pais do Ruben o vieram buscar e cedo também a minha irmã chegou para zarparmos para Cascais, indo ao encontro de um casal amigo que lá nos aguardava.
Feitos os formalismos na recepção, consultada a previsão meteorologica e a tabela de marés, zarpamos.

O Norte pelas 11:30 já andava por aqueles lados, com vento na casa dos 15 nós, decidi fazer um bordo ao largo, aproveitar a boleia de um ou dois barcos que descortinava la linha do horizonte e de seguida rumar a Cascais, pareceu-me uma melhor opção que fazer uma motorada Oeiras - Cascais.

Ainda a coisa estava calma e já o semblante era pesado entre a tripulação

Sucede que o vento aumentou bastante de intensidade, velejávamos com a grande no 2º rizo com a genoa enrolada a 20 %, já marcado no cabo a uma velocidade de 7- 8 nós, nada mau, mas sem mais nem menos vejo os dois barcos a rumar para Cascais a motor e em breve tomava a mesma decisão, pois o vento cresceu bastante, 37 nós , assim como o mar, 2.0 mtr.
Com o Francisco, meu querido membro da tripulação a vomitar, o stress aumenta, e como o que se pretende é passar um agradável Domingo em Família começo a ficar chateado com a opção tomada.

Nada a fazer, motorada a 2 nós contra 2.0 mtr de onda e 35 nós de vento constante até ficarmos sobre a protecção de Cascais, com o espectáculo dos aviões visto do mar.

Feito o check in para uma paragem de curta duração, o 2º percalço, o sinalizador acústico do motor quando o coloco em funcionamento acusa que o alternador não carrega as baterias, desligo e  ligo de  novo, dou uma acelerada e a coisa passa. Feito o contacto com o técnico, prontamente disse que a coisa pode acontecer, só não é normal acontecer muitas vezes, comigo é a primeira, vamos esperar que não haja próximas.

Almoço na marina de Cascais, local C17, com uma ventania de través que não facilitou nada, só á segunda é que foi.

Após o almoço, em boa companhia, cedo começamos a pensar em regressar, ai começaram as deserções pelo que tive a como tripulante e homem do leme o Luís, meu cunhado e como conviva também um homem do mar o amigo Bock. se não se escreve assim, pelo menos prenuncia-se  !!

O Francisco já no estado normal, em cima da bóia nas brincadeiras próprias da sua idade.

A surpresa do dia foram as 3:00 horas que levamos da Marina de Cascais à Marina do Parque das Nações, com médias de 7 nós, e vento na casa dos 25 nós que para surpresa de todos se apresentou bastante constante, vá se lá perceber alguma coisa ...

Chagados à MPN, o Bock foi dizendo que se não fosse Domingo e no dia seguinte ter de ir à Madeira em negócios e a Madalena para Madrid, que tínhamos jantar pela certa! combinado pelas nossas mulheres, cada uma mais assanhada que a outra.
Respondi que era melhor esperar para ver!   porque poderíamos ter uma surpresa, eu estava estoirado, e o Bock visivelmente cansado também. 
Eis que acabados de ter esta conversa toca o telefone e de seguida estávamos a sair apresados para a casa do Bock que o jantar estava a começar a ser servido ... e o Brasil já jogava

O trio "terrible"

Com uma agenda destas não têm quem aguente, ainda bem que o fim de semana estava a acabar.

sábado, 19 de junho de 2010

Para os mais regateiros

Na Barcos e Barcos do próximo mês, iremos publicar um ensaio a um barco que ... , entre outras qualidades por demais evidentes, possui a característica de agradar a homens e mulheres ...
























Os mais atentos vão repara nas duas janelinhas sobrepostas do salão, ou noutro detalhe que a mim agora me esteja a escapar ... e o identificar, este que é um barco que soma mil e um detalhes.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Três em um

Já é tempo de pôr a escrita em dia. Prometo fazer um verdadeiro três em um, ou será melhor chamar-lhe um quatro em um! Pois para o fim reservo-vos uma surpresa fantasmagórica !!!

Fim de semana de 30 de Maio

Ficou combinado com o Tio Luís e a minha irmã levar a rapaziada cá de casa à Marina de Oeiras, local mais perto da casa destes, pois iriam com eles ver os Black Eyed Peas, será assim que se escreve? fica escrito
Julgamos que a tarefa seguinte se avizinhava árdua, convencer o Gui a fazer a viagem de barco da MPN - Marina Parque das Nações à MO - Marina Oeiras.

Contudo, os miúdos reservam sempre agradáveis surpresas e esta foi uma delas. O Gui aceitou logo à primeira e sem hesitações. O medo e a insegurança começa a passar, levou algum tempo, mas com jeito e alguma paciência lá vamos levando a coisa.

A Selma começa a fazer as manobras com o Blue Seven, e até se sai muito bem.

Com a  maré a favor até à ponte 25 de Abril, mantivemos uma velocidade razoável. A partir daí, o motor deu uma ajudo ao vento fraco, mudando sucessivamente de quadrante, motivo de umas comunicações via VHF com o Galhofas, que nos acompanhou nesta viagem.

Almoço a bordo do BS para o pessoal do concerto e almoço a bordo do Galhofas para os restantes, com o menu a cargo da Selma, para os concertistas um franguito assado à maneira e para os velejadores o famoso "Cucus" à moda do BS, que já começa a fazer parte da rotina.


No regresso, nada a assinalar, a não ser claro está a bela nortada com a térmica a fazer as refregas chegarem aos 20 / 25 nós.

Entrada e respectiva atracação na Marina do Parque das Nações a cargo da Selma com o apoio dos prestáveis marinheiros.


Feriado de 10 Junho.

Após alguma indecisão quanto ao destino a dar a este dia, acabamos por ficar por Lisboa e como tinha prometido a algum tempo um passeio com os amigos Carlos e Nuno, lá acordamos sair no 10 de Junho.

O Nuno, sempre dado às jogatanas de futebol, foi ter connosco às Docas, local onde acabamos por almoçar, regressando de seguida à MPN para nos reunirmos com a restantes famílias e irmos todos jantar no Parque das Nações.

Carlos ao leme.


Belo almoço a bordo, composto por carne de Javali temperado e assado pela nossa Cristina (mulher do Carlos)


Já com o Nuno ao leme, a coisa aqueceu, não sei se do vinho se do vento. !






Chegados à MPN tínhamos as respectivas famílias à espera e fomos jantar, que mais se pode querer.

Fim de semana de 13 de Junho.

Passado o Sábado em Santarém na companhia da família e amigos, viemos pernoitar ao BS e após as habituais passeatas dos miúdos, entenda-se jogos de futebol e patins em linha, lá acabámos por sair por volta das 11:00 com destino Lisboa.
Para toda esta aventura, tivemos a companhia do Tiozinho Pedro.
Ainda houve tempo para uma estudadéla por parte do Franças e da mãe, porque o 5º ano está a acabar e é altura de manter a matéria em dia. Ainda bem que não era matemática, porque essa está a cargo do pai.

Grande estudo do Franças.

O Gui já aceita a coisa sem qualquer reticência, e no regresso com vento na casa dos 15 nós e com algum adornanço não se incomodou muito.
Gui na sua primeira saída de patins em linha.


Valente Pedro Tracana ao leme.


Mais um dia  passado de forma divertido, que nos faz ficar felizes e nos retempera as forças.
E, por fim o aguardado e prometido momento fantasmagórico.








Isto dos barcos têm muito que se lhe diga..... basta dar largas à imaginação.
Esta é a versão criança, a versão adulto fica para depois :-) da meia noite !!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

O fim de semana de 15 e 16 / Maio

Aos poucos tenho me vindo a atrasar na redacção das minhas crónicas, chamo-lhe diário de bordo electrónico, não que me faltem temas ou saídas no Blue Seven, por vezes simples almoços, talvez pela falta de tempo, talvez seja da crise que a tudo e a todos afecta. Talvez seja da Pós Graduação que me está a levar o tempo todo, esse, que já não era muito.
No passado fim de semana dia 15 e 16, tinha tantos, tantos planos que os dias da semana inteiros não deviam chegar tudo. Claro que tudo o que diz respeito a fins de semana para mim e para outros iguais estão invariavelmente relacionados com o mar ,e para mim com o Blue Seven em particular.

Os planos iam desde ir passar o fim se semana inteiro a Cascais e aproveitar para tirar umas fotos para a revista que colaboro, a ir somente no domingo para assistir in locco à última regata. Dormir fundeado, dormir na Marina, dormir ao largo, ... a sair no Sábado de manhã e fazer a bóia de espera e voltar para trás, bem um sem numero de planos e ideais.

Feitas as contas acabamos por ir dormir à MPN, um espanto de sossego e bem dormir a bordo, eu que qualquer barulhiho me incomoda e acorda, jantámos com os nossos amigos "Galhofas" como carinhosamente apelidamos a família Santos proprietária do Galhofas. A Selma, sempre atarefada, acabou por ir para casa, coisas de festas ( dos miúdos ) e de cabeleireiros ( das graudas ) e eu, sozinho, mas nada chateado, fiquei a acabar de ler a "Vida num sopro" e a aguardar a vinda do Cmd. João, feliz da vida  para a volta de fim de semana.

Já no Domingo foi dia de "rumar a seco" até Santarém e prestar algum apoio familiar, que tão bem sabe a  pais,  filhos e irmãos.

A registar a companhia durante todo o fim de semana do "simpático" Farrusco, mascote da escola do Gui, que têm a particularidade de ir passar todos os fins de semana com um menino diferente e que se faz acompanhar de um livro de "Acta" onde são registadas todas as actividades desenvolvidas em conjunto.

O Farrusco nas mais diversas tarefas náuticas.

Quanto a saída de Sábado, o vento apresentou-se verdadeiramente incerto, ora de NW ora de N, de 3 a 33 nós. Sorte foi que rizamos de imediato a grande, para o 1º rizo e a descida do Tejo foi feita com alguma excitação ora pela inconstância do vento ora pela inconstância da sua direcção.

Desta vez passei o leme de imediato ao João, que até têm mais jeitinho para coisa que eu. O que gosto mesmo é da azafama das velas, não seja este o pouco desporto que ainda pratico. As pranchas de WindSurf lá vão de vez em quando ao Guincho, mas as costas logo começam a ter vida própria, fruto das duas hérnias discais. Não me canso de pensar no "nosso" navegador Olímpico Madeirense, João Rodrigues que comigo começou a andar de WindSurf na baía do Funchal e passado estes anos todos ainda se aguenta à bronca.

O bordo de regresso à MPN, foi feito ao final do dia com ventos na ordem dos 30 nós que nos obrigou a por o 2º rizo e desta forma a navegar com mais conforto, todos adornados, mas com algum controlo

A Nortada veio para ficar e o jeito é estar preparado para lidar com valentes orçadelas e alguns sustos à mistura.
A semana vai ser para fazer uma revisão ao motor, de começar a pensar na tripulação para a viagem á Berlenga em Junho e mais tarde em Julho a Sines.

Ainda existe a hipótese de ir ao Porto Santo, a ver vamos, como diz o cego.
Aquilo a que chamámos de Submarino.  Será que estão a chegar às peças !!  pensamos nós.