terça-feira, 31 de agosto de 2010

O regresso

Após o fim de semana de 21 e 22 de Agosto, que foi passado em Sines na companhia da família, era chegada a altura de pensar no regresso do Blue Seven.

Desta feita a viagem seria feita com o Luis Miguel, que deixando o Galhofas em Sines mais um mês se disponibilizou para fazer a viagem comigo, o João tinha um curso de Marinheiro e o Pedro um meeting de motas antigas e não poderam vir connosco.

Brincadeiras com os peixes de Sines, à conta foram 4 poposecos, e os ossos do frango do almoço tiveram outro destino que não a Lira e o Mitchi ( os cães lá de casa )  e lá foram para os peixes.


Grande Bodybordista

A restante "trupe" do "Surf"

A Selma facilmente de entretêm nas habituais palhaçadas.






Em relação ao regresso, no dia 29 de Agosto, a saída de Sines foi planeada para as 7:00,  e apesar de estar acordado desde as 6:00, andei por ali a ver quem saia e a fazer alguns preparos no barco e o pequeno almoço reforçado.
Chegado o Luis trouce pão comprado no Lidl em saquetas de 4 unidades, que basta molhar com água e colocar no forno 5 min e ficamos com pão que mais parece acabado de sair da padaria.


Tomado o pequeno almoço, acabamos por zarpar pelas 08:00. Mar chão ( como se diz na Madeira ) e vento do porão ( esta ouvi plos lados do Continente ).

De Sines à lagoa de Albufeira foi uma motorada, uma média de 6 nós. Foi tempo de pôr o sono em dia, e a conversa com o Luis também.

Pelo caminho tivemos a visita inesperada de um verdadeiro cardume de Golfinhos ao largo da lagoa de Stº André.
Ao passar pelo Espichel, almoçamos o pouco que havia para comer e beber.















Já ao largo da lagoa de Albufeira o Luís avistou um tubarão. No inicio pareceu estranho e nem liguei muito, mas quando comecei a olhar ...  o bicharoco aproximou-se na sua posse dominante, passou pela popa e continuou viagem. Até pode, e com certeza, seria uma espécie inofensiva, vegetariana, ... mas que mete respeito mete, especialmente por estar ali tão perto da costa.

Na foto, tirada à pressa, aparece no 1º quadrante do lado superior esquerdo um pequeno recorte da barbatana dorsal.




Chegamos ao Bujio pelas 17:00, não sem antes o vento aumentar significativamente de intensidade e atingir os 15 / 20 nós, e nós lá fomos numa bolina serrada por ali acima.


Após o bugio, começou a loucura total, enchente, cheia de força, vento entre os 22 a 28 nós e o Blue Seven a despachar milhas a 10 / 11 nós.


O Luís ao leme, com um ar todo satisfeito, só elogiava o barco.



E finalmente o regresso, desta vez em tempo record de 1:20, entre o Bugio e a Marina do Parque das Nações.


quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Cruzeiro a Sines

Apesar de estarmos a finalizar a próxima edição da Barcos e Barcos eu e o Pedro, não resistimos, e rumamos a Sines.
A sexta feira 13, prometia vento forte e alguma ondulação marítima, o WindGuru previa 17 nós de vento NW e rajadas até 27 nós, com o mar a condizer, ondas de 3.5 mtr.
Como vai sendo habitual, atrasar-mo-nos e quando demos conta estávamos uma boa hora e meia acima da previsão de saída, nestas condições apanhamos a maré a subir, e como tal a chagada à barra demorou bem mais do que inicialmente previa.

Contudo, as duas horas e meia que fizemos até Oeiras passaram rapido, foi tempo preparar o Blue Seven para a viagem , trimar as velas e a tentar diagnosticar o porque da dificuldade de virar a bombordo que o Blue Seven tinha vindo a apresentar.

Já aproados a Sines com a barra no "sector da ré", esta é para o Pedro ...


O vento, esse foi aumentando de intensidade e quando démos conta tínhamos a grande rizada no 2ºRizo e a genoa enrolada cerca de 35 %, o mar correspondia da mesma medida, ou seja à medida que nos aproximavamos da barra as ondas iam aumentando. A coisa prometia....

Passando a 4ª boia do bugio, para quem deixa o porto para trás,  alteramos o rumo para o cabo Espichel a coisa ainda ficou ainda mais engraçada, que é como quem diz vento de popa, na casa dos 20 nós reais e o Blue Seven a surfar algumas ondas com velocidades na casa dos 10 - 11 nós verdadeiros, medidos no GPS. Nada mau.

Mau foi a coisa ter acabado cedo, pois o vento caiu de intensidade. O mar esse continuou desordenado, a coisa mais parecia uma máquina de lavar roupa.


Foi tempo de começar a pensar no jantar e pôr a conversa em dia.

As condições só se alteraram quando passamos o cabo, que sucedeu por volta das 9:30, ai o vento subiu de intensidade e as ondas aconpanharam, foi tempo de voltar a surfar, foi hora e meia de sorriso de orelha a orelha, a viagem começava a valer a pena.

Mas, como o que é bom de presa acaba, acabou mesmo, e foi motorada e piloto automático à espera que o Pedro acabasse de fazer o jantar. Depois foi dormir, dormir e dormir, a noite tão escura que estava, não valia a pena olhar em frente pois não se via nada.

Chegados, encostamos à Marina de recreio, apanhamos as nossas tripulantes ( a Selma foi de carro com a a amiga João ) e fundeamos na baía por volta das 2:30 / 3:00.


Reforçamos o jantar, e foi tudo recolher aos quartos, eu fiquei até perto das 4:30 para ver se via passar o Galhofas pois segundo o Luís iriam zarpar por essa altura.

Zarpar zarparam, mas cinco milhas volvidas, tiveram de regressar pois um dos tripulantes senti-se mal, que é quem diz fartou-se de enjoar, decidiram voltar e abortar a saída por 24 Hrs.

Nós por Sines, às 7:30 foi a alvorada, traineiras a chegar, gaivotas a fazer uma grande algazarra e cedo acordei para verificar se ainda estávamos no mesmo sitio, não mais adormeci.

Ainda antes do pequeno almoço, o Pedro foi confirmar que o que criava dificuldade em virar a bombordo eram cracas do lado esquerdo do leme, pelo que lá se foi entretendo a as arrancar com uma espátula.

Falta comprovar em mar e com vento, mas deu para perceber que nas manobras o leme apresenta a mesma resistência para ambos os bordos, mesmo à ré.


 De volta à marina, fomos metendo conversa com os simpáticos estrangeiros que com os seus teco tecos se aventuram a atravessar o Atlântico, o Azulinho da fotografia, no Sábado à noite saiu para as Canárias.




O casal da foto acima, zarpou durante o Sábado com destino Mediterâneo.
Digam lá que os barcos não inspiram confiança ...

Havíamos combinado explorar a costa e como o Pedro tinha de ir a Aljezur, aproveitamos para fazer praia lá perto, numa praia muito simpático.

De regresso, visitamos um ancoradouro,perto de Porto Covo. quase natural que a Barcos e Barcos visitou quando da descida com o Honda Marine para a crónica "Por mares e rios " de semirigido.

Quando chegamos, depara-mos-nos com uma boa parte da frota do cruzeiro ANC 2010. Durante a noite chegou o Nichos do Francisco de Alhandra, com o meu homónimo a bordo, teêm oportunidade de ler na próxima Barcos e Barcos o projecto que o valente Rui Silve encetou, a autocontrução de um barco em ferro de 45 pés, nada mau... para começar.

Para o  jantar estávamos deveras indecisos, ora com o Galhofas ora num restaurante local ora a bordo do Blue Seven, havia todo o tipo de opinião sobre o assunto. Certo é que depois queriam ir dar uma volta à noite....
Da minha parte só me recordo de jantar e às tantas dizer que ia ao WC, como no caminho passei pelo camarote da proa, resolvi fazer uma soneca, coisa para 1/2 hora, ... , só acordei às 8:00 de Domingo, fresquinho da Silva, para fazer a manobra, entretanto já iniciada, pelo Pedro de colocar o BS no finguer correcto e mais protegido para passar as próximas duas semanas.

Domingo foi passado na praia, almoçamos junto à casa do Vasco da Gama,que curio e fomos à marina.

Tempo para cumprimentar o proprietário do Leão Marinho III, companheiro da Marina do Parque das Nações que veio passar uns dias para estas paragens.

Casa onde supostamente viveu o Vasco da Gama, quem não conhece o Vasco !!

Recolhido os pertences no Blue Seven, seguimos para o Castelo afim de ver a procissão e fazer umas compras nas tasquinhas.



Fica o Blue Seven em Sines, regressa no dia 29 de Agosto, não sem antes lá irmos passar o fim de semana de 21/22, com os miúdos.

De certeza que vão gostar muito, até está prometido uma aula de Surf e Bodyboard em São Torpes.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Seixal 31 / 07 e 01 / 08

Desta feita vamos a uma crónica fotográfica, com os amigos vindos de Santarém, a Anabela e os filhos, Gonçalo e Pedro que connosco partilharam o espaço para este agradável último fim de semana de Julho.


Os miúdos com os "primos"


O valente Pedro ao leme do Blue Seven, aqui está um potencial Marinheiro




A Anabela na sessão fotográfica ...

A Selma na palhaçada



Gonçalo ao leme


Fotografia da autoria da Selma, intitulada as costas ( dos magros )



A Cristina e o Carlos foram ter connosco para o jantar a bordo.

A miudagem já desesperada por acção ...


A caminho da "praia"


Chegada


A bordo do BS, nos preparativos para a banhoca


A banhoca colectiva


O Gui após um momento de reflexão, lá se aventurou.


A Selma nem vê-la por estas bandas. Diz que já ouviu falar em tubarões por estas bandas.



No regresso à Marina do Parque das Nações, uma sessão de ilusionismo, ou bolhinhas de sabão...



Cumprimentos a um barco tradicional, e a habitual palhaçada dos miúdos.

Com pena, fui levar o pessoal a Santarém e acabou um bom fim de semana com sol, barco e boa companhia.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Um fim de semana a dois

Após umas breves férias em família, não sei se merecidas ou não !! o Blue Seven voltou a navegar.

Com os miúdos "despachados" entenda-se colónia de férias para o Francisco e Algarve com os tios para o Guilherme, e como Sábado é dia de formação e de trabalho, não sobrou mais do que o Seixal.

Contudo, tais palavras não devem ser consideradas desprestigiante para o destino Náutico que é o Seixal, o tempo disponivél é que não deixou outras alternativas disponíveis, afinal já eram 19:30 quando saímos da MPN-Marina Parque das Nações com a maré a descer e um vento certo de 15 nós.

A Cmd. Selma ao leme, está cada vez mais habilitada a navegar por conta própria...



Chegados ao pontão do Seixal uma cena cómico trágica, que infelizmente não fotografei, porque me preocupei logo em ajudar. Um barco na casa dos 27 pés, com quatro estrangeiros a bordo, a tentar sair do pontão à vela uma vez que o motor estava solto e trabalhar muito mal. Como se pode imaginar as cacetadas no pontão foram mais que muitas. Eu a determinada altura parecia muito mais preocupado que o pessoal.
Após tamanha cena, já a Selma estava em amena cavaqueira com um simpático casal, a Rute e o Ricardo,  gostavam de ver um barco por dentro. Acabaram por ficar uma boa parte da noite a bordo, indo nós com eles a um bar do Seixal a seguir.



Para pernoitar, ficámos na poita do Golfinho, espero que não se importe destes visitantes fortuitos, já perto do canal interior. O Seixal é um dos locais mais agradáveis para fundear na zona de Lisboa, só o Sino da Igreja  teima em badalar mesmo ali ao lado.

De manhã estive entretido a retirar uma rede que se enrolou no leme, que o  fazia ficar mais preso e a adiantar alguns artigos da Barcos e Barco  #2, deverá sair no inicio de Agosto, espero que gostem !!
Após a Selma acordar, que foi por volta das 11:00, julgo nunca a ter visto dormir tanto, fomos almoçar a terra.

Nota positiva para o serviço de marinheiro que a autarquia do Seixal disponibiliza. Esta a embarcação que nos levou de volta uma vez que o semirigido teve um problema técnico.
  O Blue Seven fundeado

 A saída da baía, com o pessoal mesmo ali ao lado nas belas banhocas. Não dá para descrever o cheiro a assados e sardinhas que dali emanava. Muito bom.

  
A viagem até à MPN foi feita na companhia do Leão Marinho III , óra com vento, óra sem vento, eu teimei ir à vela e fiz para cima de 50 viragens de bordo. A Selma só dizia mal da vida, e do livro que não conseguia ler.

Tempo ainda para visitar os patinhos residentes na MPN, e verificar que estão grandes e que se mantêm fiéis ao local.