terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Pai e Ilha do Rato !!

O nosso Pai e a ilha do rato transportam-nos para contextos distintos !! 


O imaginário do nosso Pai está directamente relacionado com as recordações de infância e adolescente que possuímos. Se por vezes, consequência da diferença de idade, da diferença de opiniões ou outros, se cria  um fosso que a determinada altura nos parece intransponível, a idade que alavancou a situação é a mesma que nos leva a iniciar a procura e a comunhão de espaço e ideias ... pelo menos, foi assim que comigo se passou... e, é com muito gosto que com ele partilho este meu gosto, este meu espaço... vendo nele um futuro que um dia será o meu !


Já a Ilha do rato, transporta-nos para um imaginário sombrio e inóspito, qualquer que seja o local onde se situe.
Para a fama da "nossa" ilha do rato, pequena ilha existente à entrada da baía do montijo, em muito contribuiu a envolvente, nomeadamente as diversas industrias do ramo químicas existente nas imediações, mas não só,  e que, creio, em tempos pouco respeitaram o ambiente nas suas mais visíveis vertentes, efluentes líquidos e emissões gasosas para a atmosfera.


Mas os tempos mudaram, e é com agrado que podemos verificar que tudo começa a mudar ou, já mudou, e o estuário do Tejo começa lentamente a chamar por todos os que por ele nutrem admiração e respeito.



Connosco é isso que se passa e, já lá tendo estado, à cerca de 10 anos, à muito que lá queria voltar.


Desafiado, o sempre desejoso de ser desafiado, Luís Santos do Galhofas, e aproveitando uma soalheira tarde de Domingo, saímos da Marina do Parque das Nações e andando, por vezes, em locais pouco aconselháveis, mas mesmo assim seguros, aproximamo-nos o suficiente para fundear e passar uma agradável tarde entre amigos.

Deu para recolher a informação que pretendia em termos de aproximação e acesso, ficando como certo que lá voltaremos em breve para um "desembarque" à séria.



Tempo ainda para o meu pai fazer o gosto ao dedo, e com alguma sorte à mistura rapidamente pescou dois peixes como a foto documenta, sendo que após tamanha pescaria foi fazer a merecida sexta de Domingo.


Nota positiva para o movimento na MPN, fruto da Nauticampo e de todas as actividades propostas pela marina para esse período. Bom era que a coisa pegasse e víssemos a Marina do Parque das Nações sempre com aquele movimento...



segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

A amizade !!

Ao longo da vida vamos fazendo amizades, com o Nuno começou na Faculdade, no já distante ano de 1992, e se, por vezes, os caminhos não são coincidentes, como verdadeiros amigos,  vamos mantendo o contacto possivel, não deixando quebrar o fio condutor que por vezes mantêm as pessoas unidas, sabendo sempre que podemos contar um com o outro.


Quanto à navegação Domingueira, ficou-se pelo passeio no Tejo e almoço nas Docas, aproveitando o espreitar do sol e a expectativa do vento.


O Sol deu um ar da sua graça, o vento também apareceu, rajadas de 30 nós para manter a atenção e a obrigar a desligar o recentemente baptizado Óscar ( piloto automático ).

Valeu pela companhia, por alguns momentos de vela e pela simpatia do pessoal de Marina do Parque das Nações, sempre pronto a dar uma ajuda no momento da chegada.


segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

A primeira navegação de 2011.

A ideia era ficar por ali, ver como estavam as coisas no barco, fazer um chá, ler umas páginas do "Anjo branco" e regressar cedo ! afinal apenas à dois dias estava de molho em casa cheio de febre.

Mas, assim que cheguei à soalheira MPN, a Filipa Villar foi logo dizendo que não havia nada melhor para curar uma gripe que uma bela navegação no mar da palha.

Para não ser desmancha prazeres !!  lá lhe fiz a vontade e 10 minutos depois de chegar estava a passar a comporta poente da MPN em direcção à cura e à primeira navegação de 2010.

Já me tinha esquecido do quanto gosto de velejar sozinho !! é algo que nos esquecemos porque nos habituamos a andar com o barco cheio, se a companhia nos faz companheiros a solidão faz-nos sermos nós mesmos, não termos de escolher as palavras, os pensamentos, a rota, o destino.

O chá não faltou, o vento entre a ponte Vasco da Gama e o Edifício Nau também não, Norte de 14 a 18 nós de intensidade, e três horas muito bem passadas na companhia do Blue Seven.





quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O Natal chegou ao Blue Seven

O Natal chegou e como tal houve que alterar a decoração e colocar os necessários adornos natalícios no Blue Seven.


Este ano, para além das esperadas prendas do sapatinho, fomos brindados com uma ninhada de 7 lindos cachorrinhos da nossa querida Lira, pelo que será seguramente um Natal inesquecivel para todos.



A todos os amigos que acompanham as aventuras do Blue Seven e da sua tripulação os votos de um Feliz Natal.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Um Domingo de estudo

Com o aproximar vertiginoso do dia 11 de Dezembro, último dia para a presentação do trabalho do módulo de Segurança do trabalho, combinámos um Domingo de estudo.

A equipa, não de cruzeiro ou regata, mas de estudo era constituída pela Cátia ( Xinxila para os amigos ) o Ricardo ( Zézito com pronuncia à procurador da republica, também para os amigos ) e pelo cérebro do grupo, eu mesmo ( o tipo com mais cultura da PG, digo eu, não que os outros o pensem ... ).

Combinados em minha casa, cheguei a horas pois de lá nunca sai e apesar de me ter deitado às 4 da manhã, coisa de um jantar de amigos, lá cordei com os miudos às 7:30 da manhã. A Cátia lá se fez por perder pelo caminho e o Ricardo nada, só apareceu para o almoço.

Seja como for, após várias exitações, começamos a fazer o dito trabalho às 11:30 e às 11:45 já nos torcíamos todos nas cadeiras, qual enjoo.

Com a chegada do Ricardo, logo fomos almoçar e começamos a pensar que parte deveríamos fazer da parte da tarde. Como a coisa estava francamente adiantada, decidimos fazer uma merecida folga por volta das 14:15, quinze minutos depois do almoço terminar.

Depois de várias possibilidades,  acabamos todos a bordo do Blue Seven a navegar em direcção à Ponte 25 de Abril, para aliviar o stress dos 15 minutos de estudo Domingueiro.

Vamos ao que interessa.

Saímos por volta das 15:30, para uma pequenina volta sem grandes acontecimentos, a não ser uma escorregadela da Cátia que ia dando em banho. O grupo, para além das pessoas já identificadas, era constituído pelo Ricardo ( o barbudo namorado da Cátia ) e pela Maria João ( Namorada do Zézito ) e pela Selma, companheira destas coisas do barco e que está sempre pronta e disposta a me acompanhar ( com companhia de preferência ).


Os Estudantes ...


 Os casalinhos




 A foto " maravilha ", quem será


 Os três Marinheiros de serviço


E as três sereias apanhadas na rede.

E para finalizar, a parte mais aguardada e apreciada da tarde, o merecido lanche dos estudantes de Domingo.


Digam lá que assim não vale a pena ser estudante ... o pior é que o dito trabalho tem de ser feito até dia 11 de Novembro e por este andar dia 10 ainda vamos estar a andar de Blue Seven.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A vez do Ricardo

Após um valente interregno, foi com prazer que combinei com o meu colega de Pós Graduação e amigo uma saída no Blue Seven.

Já sabia que o Ricardo tinha experiência, pois o seu pai foi o proprietário do veleiro "25 de Abril" durante muitos anos. Pelo que assim que passei as comportas da Marina do Parque das Nações passei-lhe o leme. Ele ficou a olhar, e certamente a pensar o que eu estaria a pensar ...



Cedo deu para perceber que o Ricardo, apesar de fazer muito tempo que não navegava, tinha a escola toda, pelo que, como é meu habito, dediquei-me na integra a outras tarefas e o feliz Skipper lá mantinha a rota pretendida sem grande dificuldade.

Comuniquei com o Luís do Galhofas, via VHF, em geito de brincadeira para estar atento pois ia passar um Bavaria 36 a todo o gás, coisa para os 12 nós no mínimo,  pelo que, queria que estivessem preparados não fosse cair alguém à água com a onda levantada....
Bem a coisa não aconteceu nada desta forma, pois o vento fraco e incerto não colaborou. Ora parava quase por completo, e nós navegávamos contra a maré, ora subia abruptamente chegando aos 20 nós e era a bela da orçadela.
Foi nessa altura que disse ao Ricardo que ia ficar com os braços tipo Popey. Mais tarde, já da parte da tarde com vento de 28 nós, respondeu dizendo que só agora estava a perceber o significado da frase.
Cruzamo-nos com o Galhofas pelas 11:30 em frente ao cais de Santa a Polónia. Já regressavam, pois tinham outros compromissos familiares.


Depois de uns bordos por baixo da 25 de Abril, ( ponte )  fomos almoçar às Docas. O almoço esse foi confeccionado na vespera pelo Ricardo, ainda não acredito bem, mas diz que foi ele o "Chef " da ementa. Já sei quando quiser umas comezanas de jeito é só chamar o Ricardo ...



As gaivotas agradecem sempre as migalhas de pão e o resto do que se almoça, pelo que desta vez também não foi excepção



Saímos das Docas, cruzamos o padrão dos descobrimentos e como a maré estava a subir, mas por pouco tempo, alteramos a rota e rumámos a montante, que é como quem diz iniciamos a subida do rio.

Desta feita, optei por um rumo substancialmente diferente, fizemos um bordo de quase hora e meia pelo canal do moita, pelo que ficamos bastante afastados da margem norte do Tejo, como a maré estava no estofo não haveria problemas.




Aí sim, dei para navegar, vento na casa dos 25 - 28 nós, vela grande no 2º rizo, genoa inicialmente rizada a 25 % e no fim a 50 % a habitual mareta tocada a vento e o Blue Seven a fazer um ângulos de bolina muito fechados e a navegar a 9 nós de velocidade.
Nada mau, deu para tirar uma breve soneca, e só não foi maior porque o Ricardo não parava quito, ainda se pensou no chá das 15:00 mas as coisa estáva agreste.

Chegamos à MPN pelas 16:00, boa hora para ir para casa sofrer... e de que maneira pelo SLB.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Uma coisa do outro mundo

Mais uma vez a Barcos e Barcos volta a desafiar os mais entusiastas para tentarem adivinhar do que se trata...

Como "ajudinha" posso dizer, como se pode constatar, que com 13.2 nós de vento navega a 12.9 nós e por ai a diante até aos 20 vento 19.9 nós barco, é a loucura total...








Aceito sugestões! e desde logo convido o primeiro a acertar para uma saída de mar, com a possibilidade de integrar uma equipa de regata que se pretende formar ...