sábado, 11 de fevereiro de 2012

Domingo dia 12 de Fevereiro

Desta vez fico-me por uma reportagem fotográfica.
Uma fantástica navegação Domingueiro em que o Blue Seven só me teve a mim como tripulante !!











Apesar de sentir a falta do Inverno, chuva e o habitual Sudoeste, reconheço o que o tempo esteve fantástico para a época, com o frio a ficar em terra e o vento, mesmo assim, a soprado entre os 8 e os 18 nós...

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

A vida para além da Tróika !!

Porque a vida continua para além de todos os corte e medidas de austeridade impostas pelo "Sr.Tróica", não pude faltar ao evento que o associado ANC e amigo Almeida Faria organizou  na escola de electrónica de Paço de Arcos subordinada ao tema “Alargar Portugal – no Território, na ciência e na economia”, que culminou com uma  visita ao ROV,  equipamento utilizado pela Estrutura de Missão para os assuntos do Mar,  no Projecto de Extensão da Plataforma Continental.

Para saber mais sobre o assunto consultar website, http://www.emepc.pt/ vale bem a pena ...

Sala de comando e controlo
Desta forma Sábado às 15:00 lá estava e foi com agrado e com muito interesse que participei  numa excelente apresentação sobre os objectivos a que o país se propôs quando abraçou o projecto de alargamento da plataforma continental... vamos ver como a coisa corre, a politica fala mais alto em alguns assuntos, mesmo nos científicos ... 

O ROV em acção
A cereja no topo do bolo ficou reservada para o final do dia já perto da 18:00, nele todos poderem tomar contacto com os meios necessário para a operacionalização do que anteriormente nos havia sido dito e exemplificado, tivemos contacto com o ROV e com toda a estrutura necessária .

De tal maneira o assunto é relevante e desperta o interesse do público ligado à náutica que, prx. dia 21  realizar-se-á nova sessão, estando reservadas 30 vagas para associados ANC, se gostaria de assistir, reserve o seu lugar até dia 17 de Janeiro.

Blue Seven em grande estilo rio abaixo
Domingo dia 8, estava reservada a primeira saída com o Blue Seven de 2012, como familiarmente havia muitos compromissos, coisa de festas dos miúdos, trabalhos de casa os vulgo tpc´s, mais festas, catequese e   mais festas,  não puderam e a bem da verdade não quiseram vir, pelo que desafiei o também sempre desejoso de ser desafiado amigo Ricardo para me acompanhar .
...só tinha uma condição, tinha de ser coisa de homens, nada de nenhum representante do outro género a bordo, porquê não não sei!  mas para ser tinha de ser assim...

Já aproados ao canal do Seixal
Uma vez na marina, logo uma primeira baixa, o Luís que inicialmente tinha previsto vir connocsco no White Fin não pode e ficou-se por uma volta curta a treinar tripulação. Como rei morto, rei posto, quem se juntou a nós, ou nós a ele, foi o Santana do bonito Trinity, pelo que na Marina combinamos o destino e ambos rumamos ao Seixal.

O esforçado Cmdt. Zé
Içado o balão, tentamos acompanhar o Trinity, coisa que foi relativamente fácil enquanto o vento ajudou e se manteve na casa dos 10 nós de popa para través de bombordo, contudo, tornou-se impossível quando arriamos o balão e alteramos rumo já perto da base do Naval do Alfeite, o tamanho não perdoa e foi ver o Trinity a ir embora.

O almoço a bordo do Trinity
Chegados, paramos de braço dado ao Trinity, com um tempo a não fazer lembrar de todo Janeiro, partilhamos um almoço que parecia não existir, mas que acabou por encher a mesa e que tão sedo não nos iremos esquecer pela simpatia, trocas de histórias de vida, uma tarde bem passada, e a repetir ...

Grande barco, ( o da esq.) quando for grande quero um... 
Nota para a manobra de aproximação realizada pelo Ricardo com algum sucesso, convêm não abusar nos elogios :-) senão ainda fica a pensar que percebe alguma coisa do assunto.

Como curiosidade, e dando razão aqueles que dizem que não me escapa nada e que ando sempre com o "radar" ligado, pelo canto do olho vejo uns alegres noivos a tirarem a bela da fotografia ... as figurinhas que se fazem :-) :-)

Os noivos

Após o almoço, já atrasados e fora de horas, quando finalmente pensamos regressar, vou para ligar o motor e  ...  não pegava  !!! grande calafrio a bordo do Blue Seven, que raio de coisa que a "coisa" não pega ...


O Cmdt. cozinheiro
Já com os técnicos de volta do problema, e eram logo três... o que seria, o que não seria,  eis que vejo  o descompressor do motor para fora ... prontamente dei na cabeça do Zé Ricardo, dizendo que as "coisas" têm de ficar como estavam, coisa que gerou longo uma grande algazarra.
Certo certo é que não ligou patavina! mas aprendeu a lição, afinal ainda está na altura de aprender,  mais tarde é bem pior, "burro velho não aprende"

Regresso

A viagem de regresso foi feita na sua maioria com "bom" vento, com direito a umas valentes bolinadelas e a apreciar o cair do dia e o surgir da lua com os contrastes que proporciona ao  "nosso" Tejo.

Tempo ainda para o cházinho da praxe, coisa que não dispenso, que sabe tão bem e que dilui o que anteriormente se ingeriu... 

O preparo do xá, coisa por vezes nada fácil

Cai a noite 

Com o Ricardo ao leme, eis-nos de volta ao Parque das Nações e a arrumar tudo rapidamente para ir jantar a casa de uns amigos, imagine-se porque ?? ... uma última festa de anos para acabar bem o fim de semana ...

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Fim de ano "Náutico" ANC - MPN

Decorrente do programa da comissão de cruzeiros da ANC a tripulação do Blue Seven voltou a juntar esforços com a Marina do Parque das Nações, desta feita para organizar uma festa de passagem de ano.

A ideia era permitir reunir o maior número possível de associados ANC e clientes / amigos da MPN numa festa organizada e pensada para os aficcionados da náutica, contudo, sem restringir o acesso a outros interessados e convivas habituais.

Depois do entusiasmo inicial, começaram as dúvidas e as incertezas, que a determinada altura eram tantas, que até me questionei porque é que me meto nestas coisas !!  O certo é que, após os primeiros contactos com a direcção da ANC e com a MPN, cedo começamos a delinear e a aclarar ideias do que podia e sobretudo do não podia ser feito.

Quanto ao espaço, foi decido utilizar um magnifico restaurante no edifício Nau, e para aligeirar custos, afinal o " Srº Troicas" como o Guilherme (meu filho caçula)  lhes chama assim o exigem, decidimos abdicar de um serviço de Catering e optar por cada participante levar o seu menu, entenda-se "Comes & Bebes",  à  organização cabia providenciar tudo o resto.

Eis a forma como tudo começou

A primeira visita ao local da Célia,  Selma, Filipa e fotografo ...
Depois de uma grande limpeza
Foi uma semana de noites mal dormidas, de montagens e ensaios, mas que culminou com o espaço apto, acolhedor e simpático, digno de receber os 190 participantes adultos e as cerca de 25 crianças inscritos para a festa de final do ano de 2011.

Idializavamos recepcionar os convidados numa tenda exterior, onde pudessem tomar conhecimento da mesa destinada ao seu grupo. Como não poderia faltar e o requinte da festa o exigia, colocamos um tapete vermelho para uma entrada sublime;

A música, foi desde sempre a nossa maior preocupação, e dirijo um abraço ao nosso DJ Francisco que tão bem soube animar a noite, indo ao encontro de todos os gostos.

A sala permitia a criação de dois espaços distintos de mesas, que apesar de separadas por uma especie de biombo interagiram como um todo, principalmente no que concerne à dancetaria.

Tendo em conta, que propusemos uma festa destinada a famílias, e também por nos fazermos quase sempre acompanhar dos nossos filhotes nestes dias especias, foram montadas duas tendas para crianças com consola de jogos, video projector, aquecimento e pufs para a rapaziada se sentir confortável.

Não podendo descurar os mais pequenitos do grupo arranjamos uma sala que serviu de "berçário", que muito agradou às mães, proporcionando alguma liberdade e divertimento despreocupado.

Minutos antes de começar , os útimos retoques
A Selma, a Anabela e o Eduardo nos retoques finais
Os preparos nas tendas da miudagem


Tudo pronto
No dia 31, com a presença espontanea do Eduardo (Carioca) que deu uma preciosa ajuda na finalização dos últimos detalhes, dos Ricardos, amigos de sempre, da Anabela (madrinha do Francisco) e da Filipa (MPN), ficou tudo pronto a tempo e horas e logo começaram a chegar os primeiros convidados,

A entrada
A jantarada no seu auge ...

O animador "pro" e os curiosos 
O bailarico ...

o animado bailarico 

Se custou ? Custou. Se deu trabalho ? Deu, nele incluo umas valentes noitadas a trabalhar e outras mal dormidas a pensar no que faltava e especialmente no que podia correr mal, e sei que não foram só as minhas! Mas o resultado final  superou as nossas melhores expectativas, a prová-lo temos os inúmeros telefonemas e email recebidos de agradecimento pela organização.
Luís Delgado
Não podia deixar de dar um agradecimento especial ao Luís Delgado pela disponibilidade demonstrada, à Célia da EuroPalco pelas condições que proporcionou, à Filipa Villar que permitiu e em tudo participou nesta organização, ao Nuno Tomás e João Mendonça que não deixaram de marcar presença durante a semana, e ao Zé Ricardo, sempre presente quando é preciso. Por último à Selma ... o que seria eu capaz de fazer se não fosse a Selma !!...

Não posso deixar em branco, que depois da festa há os foguetes para apanhar, que é como quem diz, limpar e arrumar o espaço, neste campo e até perto das 6.00 horas  da manhã contamos com a preciosa ajuda das Paulas, Constâncio e do Vitor.
Um bem haja a todos, amigos...
Um dia destes alguém dizia, e passo a citar "O que importa não é o que se faz na vida, mas aquilo com que se fica após fazer" pois bem,  para mim ficou uma sensação verdadeiramente gratificante de que se consegue tudo o que se quer !!  Basta acreditar, reunir-mo-nos das pessoas certas, pôr mãos à obra e tocar a coisa em frente... 
Um feliz 2012 a todos os seguidores do Blogue - Blue Seven
Força Mário que estamos cá para as coisas boas e más da vida ...


quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Cruzeiro a Troia - Côte D´Or II

Como membro da comissão de cruzeiros, coube-me coordenar e organizar o último cruzeiro "mini" ANC de 2011. Foi assim que o Blue Seven, e sua tripulação, participou no Cruzeiro a Tróia por ocasião da estadia do Côte d´Or II naquela marina.


O programa, contemplava a estadia em Tróia de 29 de Outubro a 1 de Novembro e privilegiava o contacto com o projeto Côte D´Or II do Miguel Subtil. Desta forma a Marina de Tróia, oferecia a estadia aos associados ANC e "nós"  ANC, tratávamos de encher a "casa".

Apesar de, no inicio da semana, as condições meteorológicas serem adversas... aliás muito adversas, as previsões apontavam para bom tempo no fim de semana e dessa forma foi possível reunir um bom número de embarcações e  tripulantes. Entre outras ofertas, puderam assistir a uma "tertúlia familiar" mediada pelo repórter Fernando Alvim, que tão bem a soube conduzir, tendo como pano de fundo o projeto Côte d´Or II.

A tertúlia Familiar
No encontro, contámos com a presença do Miguel Subtil, pessoa com uma vontade, determinação e tenacidade de ferro, caracteristicas essenciais para  impulsionar este grande projecto, e contornar as inúmeras dificuldades com que se deparou no decorrer dos mais de 25 anos que a reconstrução do Côte D´Or II levou.

Relativamente aos "meus" planos para o fim de semana, a viagem entre a Marina Parque das Nações e Troia, foi feita com o amigo Pedro Almeida, grande entusiasta das "coisas" dos barcos e, espero, futuro armador de um veleiro.

Fomos seguindo de perto o White Fin do Luís, que ainda na Marina Parque das Nações, me ofereceu, pois não usava, uns utensílios de pesca de arrasto que prontamente, e em boa hora, aceitei.... mais à frente volto a este assunto ...

Pedro Almeida ao leme
A passagem na ida pelo Cabo Espichel deixava antever alguma agitação marítima para os dias seguintes, coisa que viemos a constatar na pernada de regresso.

O Espichel por Bom Bordo
A meteorologia apresentou-se favorável e podémos disfrutar de bons momentos de vela, após o Bugio, até deu para içar o Spy,  após o Espichel, apesar de não ter saciado a vontade com que andavamos de velejar,  foi o melhor que conseguimos e melhor que nada.

O White Fin e o Thor
No Domingo, embarcamos, um pouco à socapa no Côte D´Or II,  com a ajuda e o consentimento do Tiago Marcelino, e habilitamo-nos a uma valente velejada, coisa que acabou por não acontecer por falta de vento.

A Selma no Côte D´Or II
O catamaram  Côte d´Or II não deixa ninguém indiferente, apesar da idade, perto de 30 anos, as soluções são muito engenhosas e seguramente desenvolvidas por quem sabia muito do assunto. A "coisa" devia mesmo ser o expoente máximo na sua altura.

Um Sr. moitão
Hardware à séria
Imponência à parte, a simples tarefa de içar a vela grande é coisa para dois homens sem mazelas ósseas ou musculares, caso contrário fica rizada por defeito :-)

Içar a vela grande

Ao todo contei 16 molinetes !!

Foi com eles que a vela foi içada

Se as regatas fossem assim queria ser tripulante ...
A 1º tripulação a dar lugar à 2ª do dia

Deu para tudo, pois não estava vento 

A imponência do "bicho"
Odomingo à noite estava reservado para o jantar do Cruzeiro num restaurante local, "Purpura" onde estiveram presentes a grande maioria das tripulações participantes.
A nossa mesa, era composta  pela tripulação do Thor, do White Fin, do Savy e nós Blue Seven,  tendo partilhado uma a refeição agradável e cheia de surpresas gastronomicas, facilmente ficamos "agarrados" às aventuras do Rui Soares relativamente à sua viagem de circulo navegação, para repetir sem dúvida.

A Selma nas suas animadas histórias da vida!
A Selma também teve o seu tempo de antena ! E, entre anedotas e histórias bem contadas, passamos um serão muito animado até perto das duas da manhã.

O dormitório do Purpura Marina

Miguel Subtil em pano de fundo e a restante tripulação 
Segunda-feira foi dia livre, o programa não contemplava actividades para esse dia, até porque para uma boa parte das pessoas foi dia de trabalho. Para os mais afortunados, pelo menos no que ao dia de folga diz respeito, houve a oportunidade para deambular pelo local. Nós, não fomos excepção, o Gui e a Selma deram as suas patinadélas durante boa parte da tarde e eu ia atrás deles da melhor forma possível.

Só nos faltou o Francisco

De volta ao Blue Seven, tempo ainda para o habitual estudo, desta vez feito com todo o empenho do estudante e da explicadora de serviço.

Pois é, mesmo de férias no Blue Seven estuda-se
Segunda à noite foi tempo de começar a pensar no regresso, consultar a meteorologia, atestar e combinar horas de saída. 
Feitas as despedidas, o Guilherme seguiu de carro, para que a  Selma pudesse regressar de barco e agarrar-se ao leme. Ando, aos poucos a ensinar tudo o que sei à Selma, também, não é assim tão difícil, pois não é assim tanta coisa para passar :-). A ideia é ela saber governar um barco à vela, não vá um dia a coisa dar para o torto e ser necessário. Tem demonstrado grande facilidade nas manobras, se é certo que ainda falta muita coisa, estou seguro que em breve posso ir descansado e ser levado com toda a segurança sem ter de me preocupar.

Selmita ao leme

A tripulação a trabalhar
Relativamente às artes de pesca, quando o Luís mas ofereceu, fiquei a olhar para aquelas linhas cheias de anzóis e tirinhas às cores, e admito que não valorizei muito o material, apesar de ter prontamente agradecido. Contudo já na viagem de regresso, lembrei-me e decidi perto de Sesimbra dar banho ao anzol.
Para nosso espanto, mesmo antes do cabo, a Selma começa a dizer que vinha, à tona da água, alguma coisa a reboque, logo nos apercebemos que eram dois belos peixes, soubemos depois com perto de 2.4 Kg cada um, só faltando descobrir a "marca ".
Fiquei sem dúvida fã, um obrigado ao Luís, a que não penso devolver o material, mas no minimo está  convidado para um jantar de peixe sem marca, mas com 2.4 Kg :-)

Lá vinham eles de reboque ...


A restante viagem foi tranquila, apesar de alguma ondulação, 3 a 4 mtr de través, que passavamos de forma confortável, uma vez  que, o período era grande. Fui sempre mantendo contacto visual com o White Fin e com um outro barco da frota, penso que o Salis, este com um rumo completamente diferente. Fomos acompanhados ainda com um outro veleiro, que navegando só à vela apartir do cabo acabamos por o perder de vista.

A "bossa" aqui parece pequena mas tinha 3-4 mtr

Já no Tejo até deu para conversar de barco para barco
Para a posterioridade fica a maior viagem da Selma, até agora ia e vinha de carro, sendo que, tendo gostado com as condições,que não eram de todo, as melhores, irá certamente gostar ainda mais com o tempo melhor  ... Sorte a minha! ...

A Cmdtª. Selma