sábado, 28 de novembro de 2009
Após desafiar a tripulação " habitual ", o João Rodrigues e o Pedro Oliveira, combinamos ir almoçar ao Blue Seven.
O Pedro só pôde almoçar, e assim ficamos a ver a sua cara tristonha a ver-nos a preparar tudo e finalmente sair.
Obrigações são obrigações e falam mais alto que uma tarde a velejar.
Oportunidades não vão faltar e destinos muito menos.
Para descrição detalhada da velejada é dar uma olhadela a http://nvvolare.blogspot.com/2009_11_01_archive.html
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
A "primeira " viagem do Blue Seven ao Seixal.
Conforme combinado, e após o respectivo atraso devido a compras de última hora, lá saímos da Marina do Parque das Nações no dia 18, pelas 14:30, e após navegar contra a maré até ao Cais do Sodré com vento de Norte na casa dos 7/8 nós, apontamos ao Seixal, seguindo o respectivo balizamento à risca.
Agora já com a maré a favor, com vento de 10/11 nós, lá fizemos uma média de 6 nós bastante satisfatória
Após chegarmos ao Seixal, encostamos no pequeno cais, que dá no máximo para dois barcos do tamanho do Blue Sevan e dem
Saímos do cais, não fosse o espaço ser necessário para um visitante de última hora e ficamos na primeira poita que apareceu.
A maré já estava a descer e tínhamos 4,5 mtr de profundidade. Jantamos, ouvimos o relato do Bósnia - Portugal e eis que me lembro de ligar a instrumentação e verificar a altura da água.
Estava com 1,3 mtr de água e a maré continuava a descer, pelo que, às 23:30 tivemos de procurar novo "poiso" para prenoitar. Assim e, apenas com duas tentativas agarramos a nossa poita, grande, a meio da baia e com toda a segurança e descontração recolhemos ao nosso confortavel habitat, onde nos aguardava mais um bom vinho e uma boa conversa sobre o nosso tema de eleição "os nossos miúdos".
Acordamos, tarde e a más horas (pelas 10:30 eu, porque o meu Skiper, já há muito andava na sua lide) e após um reconfortante pequeno almoço, pude ser contempalda com os uns timidos raios de sol que me permitiram dedicar-me à minha actividade predilecta...ler, ler e ler... e apanhar uma belissíma tonalidade de fim de epoca. (Selma)
Dia 19, pelas 13:30 saímos da baía do Seixal e rumamos a Lisboa com vento de Nordeste na casa dos 8/9 nós, onde almoçamos.
Por volta das 16:00, saímos de Lisboa em direcção à Marina do Parque das Nações, numa velejada muito tranquila mas, com o vento já do quadrante sul a adivinhar alterações significativas das condições atmosféricas que afinal só se verificaram no Sábado.
Como tudo tinha de ser experimentado, nesta primeira de muitas odisseias com nosso Blue, asteamos o balão. E, apesar do vento fraco que se fazia sentir, para nosso espanto fizemos uma boa figura. Com a Selma ao leme, rapidamente chegamos ao destino. Pelas 16.30, a meia hora do nosso destino, anunciamos a nossa chegada e, para nosso espanto a mesma foi brindada com a presença de dois Marinheiros que, de uma forma muito simpática nos ajudaram na manobra .
domingo, 22 de novembro de 2009
Preparação do Blue Seven

Assim, havia que programar uma pequena saída. Não poderia ser distante pois as previsões não ajudavam e apesar da vontade ser muita a disponibilidade era pouca.
Ficou programado sairmos só os dois, na Quarta dia 18 de manhã e regressar ao final de Sexta dia 20, não fosse surguir qualquer imprevisto e até porque os miudos já andam na escola.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Como tudo começou
Blue Djim – B2 Marine
Segundo barco, foi adquirido em Lisboa a um senhor que o usava principalmente para a pesca.
Após tratar de todo processo de compra, foi levado para umas instalações industriais, onde foi possível fazer um trabalho profundo de remodelação e manutenção, para as quais contei com a precisosa e sempre disponível ajuda do primo Sérgio, a quem estendo um abraço de obrigado.

Hempel.
Nas obras mortas, foi todo polido e colocado novo letering com a capitania e o novo conjunto de identificação.
Em relação ao interior, como praticamente possuía a fibra à vista em todos os locais do barco, foi feito em contraplacado marítimo uns pequenos armários na zona do “salão” e forrado a restante zona com carpete apropriada ( com propriedades de retardante de fogo ).
O velame foi todo limpo e revisto numa velaria, alguns cabos foram substituídos e foi aplicado uma nova bússola da Plastimo e uma central de vento da NavMan.
As madeiras exteriores e interiores foram envernizadas, foi colocado um estrado no chão, que estava com a fibra à vista, e toda a palamenta foi revista e actualizada.
O barco possuía um motor Thoatson de 15 Cv a dois tempos.
Esta, foi a minha primeira experiência de manutenção de um barco, com toda a ajuda que pode ter de amigos, lá conseguimos fazer um bom trabalho, quando coloquei o barco na água, em Alhandra foi rapidamente vendido em 3 meses.
DC 740 – Delmar Conde

Este foi um barco muito especial.
Estando muito ligado a Alhandra em relação a estes assuntos dos barcos, onde existem quatro exemplares idênticos, o N.V.Volare, o Old Navy, o Evaluna e o Matisse, senti-me muito confiante quando comprei o "Vai de Vela".
Arranjei maneira de o transportar com um tir, de estrado aberto, para Alhandra. Quando aí chegou deu para encher uma saca de 50 Kg de mexilhões, isto sem contar com as que os miúdos de Aveiro retiraram quando saíu da agua, dizem que cheirou a marisco em Vila Franca Xira !
O "Vai de Vela", foi à semelhança do "Água e Sal" ( à vela ) posto a seco e tudo o que podia ser tirado do barco foi retirado.
Em relação às obras - vivas, foi lixado ao gel coat, betumado e aplicado um primário Hempel ( High Protect ). Vim a saber mais tarde que tal não era necessário.
Não sei se existem muitos barcos com este tipo de protecção em Portugal, mas posso garantir que nos dois anos seguintes era “atar e por ao fumeiro” , que é como quem diz, retirar da água, limpar com jacto de água e voltar a colocar na a água.

O motor, um Yamaha de 15 CV a 4 Tempos, foi revisto pelo meu amigo Luis Batista e voltou para o seu local, o "Vai de Vela" tinha a particularidade de possuir um motor fora de bordo, colocado sobre o poço, numa “loca” apropriada. Quem não soubesse pensaria que se tratava de um motor inboard. Coloquei uma saída da água de refrigeração do motor para o exterior, assim podia, em navegação, averiguar se a água estava a circular convenientemente.
As madeiras foram todas lixadas e apliquei, imagine-se, sete camadas de verniz, seguindo também à risca as indicações dos experts na matéria. O resultado foi fantástico.
As janelas foram calaftadas com SikaFlex e os diversos acessórios, incluindo os apoios dos brandais, foram removidos para aplicação de SikaFlex. Notava a entrada de alguma água por esses locais e assim resolvi o problema de vez.

Foi colocada afinação na calha da escota da Genoa, assim como redireccionei os dois rizos para o poço, diziam a determinada altura que o barco mais parecia um queijo suíço, tantos os furos que fazia.
Em relação ao interior, os estofos foram todos forrados, exigência da Selma, que desde o primeiro dia se ocupou pela "decoração do interior"esem que pudesse haver discussão possível.
Coloquei 220V no Wc, no salão e junto à cozinha, com um quadro devidamente dimensionado e protegido.
Adquiri uma bateria da Vetus, pois as existententes, uma apresentava-se muito sulfatada e em mau estado e a outra, inevitavelmente, e em pouco tempo seguiria o mesmo caminho
Reforcei os chumbos, peripécia que o meu pai colaborou, pois, fizemos uns moldes e derretemos, não sei exactamente, alguns quilos de chumbo para o efeito.
O "Vai de Vela" todos os anos fazia o Inverno em Alhandra e o Verão em Lisboa, na Doca do Espanhol. Aì navegava fundamentalmente para o Seixal / Barreiro / Ilha do Rato e, de quando em vez, lá saia a barra e ia a Oeiras ou Cascais.
Sem dúvida deixou muitas saudades e levou com ele inúmeras horas de preparação e trabalho.
Beagle
Dufour 30 Classic

Um bom barco para a classe, um paço curto para as minhas aspirações.
Depois de procurar um barco para substituir o DC740, e seguindo a indicação do Luis Neto, descobri os Dufour e em particular o 30 Classic.
O "Beagle" foi adquirido, ao agora meu amigo Paulo Silva de Setúbal, o barco é um exemplar construído em 2002, julgo ser dos últimos a ser construído.
Encontrava-se em bom estado geral. Quando o adquiri possuía um vale de 1000 € que deveria ser utilizado para a colocação de água quente a bordo. Tal não aconteceu porque solicitei que, em vez desse equipamento, fosse feito uma manutenção profunda às obras vivas. Assim foi lixado ao gel coat e aplicado todo o tratamento anti osmose necessário e a respectiva pintura antifoulig, fiquei com “garantia” quanto ao estado do fundo, algo sempre preocupante quando se compra um barco em segunda mão.
Na ocasião, aproveitei alguma massa de polir da 3M que ainda possuía, para lhe dar a polidela da praxe.
Aproveitei a ocasião do barco estar à porta da Técniates para fazer uma revisão profunda ao motor, foi substituído tudo o que havia para substituir e, posso dizer que gastei uns bons euros nessa operação. Mas, em contrapartida, fiquei com a garantia de ter o motor em condições, eu que queria mar e, navego maioritariamente com a família, miúdos incluídos.
Fiquei com o barco em Lisboa um par de meses e depois de uns passeios mais oceânicos, ida a Sesimbra, cabo razo, etc, lá rumei a casa - a Alhandra.
Na primeira vez que subimos riu acima, com o Sérgio ao leme apanhamos tremendo susto. A determinada altura, estávamos completamente fora do canal e, demos connosco com 0.5 mtr de água. Começamos logo a pensar se a sonda não estava afinada correctamente, por sorte não batemos em nada, nem encalhamos e chegamos são e salvos a Alhandra, com mais uma grande experiência para aprender e partilhar.
O "Beagle" deve ter sido no ano de 2
Em Alhandra participou em algumas regatas, organizadas pelo Alhandra Sport Club.
Os melhoramento que realizei, centraram-se fundamentalmente na manutenção do velame, e no rigging.

Coloquei afinação no carrinho da escota da Grande, no poço, conforme é possível verificar na fotografia. Tarefa nada fácil, pois, tive de abrir o contra molde interior com o coração aos saltos não fosse estar a fazer um disparate qualquer. Coloquei um stoper da spinlock para a adriça do spy e outro para o cabo do enrolador da genoa. Montei seis moitões de pé de mastro novos e fiz em inox dois deckorganizer para os cabos entretanto instalados, por fim mandei repara a capuchana, nada mau para começar !

Fiz diversas peças em inox para as montagens que acima indico e devo dizer que cada uma deu um gozo especial. No mercado, não há ninguém, que trabalhe especificamente nesta área. Querendo fazer alguma coisa tem de ser pensada e idealizada correctamente. A "obra prma" queima uns neurónios para acontecer.
As diversas madeira exterioress, em Teca, foram lixadas e pintadas com um verniz apropriado, julgo que, por esta altura já devem estar a necessitar que a operação se repita.

As baterias foram retiradas e revistas na fábrica com meios apropriados, ganhando assim mais uns anitos de vida útil.
Coloquei uma pequena TV ( Plasma ) no salão para que os miúdos pudessem ver os seus filmes predilectos.
Não havia muito mais a fazer no Beagle. Assim, entreti-me a forrar as prateleiras com um material esponjoso, coloquei dois suportes em contraplacado marítimo, na loca exterior, para cabos e outros acessórios, e para um conjunto de luzes de navegação suplentes. Limpei tudo o que havia para limpar e a Selma deu um toque pessoal ao interior.

O Beagle está registado em classe 4, possuíndo no seu equipamento uma chartplotter, um NavTex, o exigido rádio com DSC, para além de toda a palamenta para a classe.
Por aquilo que pesquisei, conheci e conversei com diversas pessoas, é um excelente barco de 30 pés, muito bem equipado e em bom estado.
Está neste momento na Doca do Espanhol, ao serviço de uma família muito simpática de seis pessoas, com quem espero muito em breve poder fazer uns programas.
Deixa saudades, em especial às crianças da casa e á Selma, também deixou aos miúdos do Paulo. Contudo o mar chama e a paixão que me levou até aqui, há-de me levar a locais onde só consigo chegar com outro barco.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
O Bloge
É com esse espírito que pretendo descrever as minhas aventuras com o Blue Seven, dando assim seguimento à minha paixão por tudo o que se relaciona com o mar e em especial com a vela de cruzeiro.